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8 de março: dia de celebrar os avanços e refletir sobre o respeito aos direitos da Mulher

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A comemoração do Dia Internacional da Mulher surgiu na Rússia com a greve das operárias da indústria têxtil, estopim da Revolução Russa de 1917. Essas mulheres, trabalhadoras de fábricas do início do século XX, não imaginavam que, ao deixar seus postos no dia 8 de março daquele ano para protestar contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial, marcariam a data como o dia para celebrar e refletir sobre o papel na mulher na sociedade.

Quase cem anos depois, os avanços e conquistas das mulheres em todo o mundo foram grandes, mas ainda há muito o que se fazer para que o gênero seja posicionado de igual para igual em todas as esferas sociais. É necessário refletir sobre os números da violência doméstica contra a mulher e ir em busca de soluções para reduzir esses índices. 

Os números são assustadores. Em 2010, 4.465 mulheres foram assassinadas, a maior parte pelos próprios parceiros. Apenas a 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Salvador recebe cerca de 900 novos processos todo mês.

Coordenadoria da Mulher
A Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) está lançando o projeto Coordenadoria Itinerante, para realizar atendimento psicológico às vítimas de agressões nos município do interior do estado. A primeira parada será em Porto Seguro, cidade com o maior índice de violência contra a mulher no estado. Entre os dias 18 e 22 de março, profissionais especializados vão prestar atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Na manhã desta sexta-feira (08/03) a desembargadora Nágila Maria Sales Brito, responsável pela Coordenadoria da Mulher, promoveu um café da manhã, na Sala de Sessões 2 do TJBA, para celebrar a data e pedir união de esforços dos profissionais do Judiciário.

Participaram do evento os desembargadores Maria da Purificação da Silva, Lourival Trindade, Jefferson Alves de Assis e Márcia Borges Faria; a juíza convocada, Lisbete Maria de Almeida Cézar; a juíza titular da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Márcia Lisboa; a secretária estadual de Políticas Para as Mulheres, Vera Lúcia Barbosa; servidores e convidados.

No Fórum das Famílias, em Nazaré, mais uma homenagem foi prestada às mulheres do Judiciário. O Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) e a Associação dos Magistrados da Bahia (Amab) ofereceram um café da manhã para comemorar a data e lançar a “Cartilha da Mulher – O Direito Sagrado de Viver Sem Violência”. Estiveram presentes magistrados e servidores da varas de Família e representantes do IBDFAM e da AMAB. “A cartilha é um instrumento de aconselhamento e de informação para que as mulheres conheçam seus direitos e passem a denunciar os casos de violência”, destaca o juiz coordenador do Fórum das Famílias, Alberto Raimundo Gomes dos Santos.

Texto: Agência TJBA de Notícias / Fotos: Nei Pinto e Divulgação

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