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O Lar Vida, na Estrada Velha do Aeroporto, recebe nesta terça-feira (26/04) as atividades das Audiências Concentradas, iniciativa da Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de acompanhamento e análise pessoal e processual de crianças e adolescentes em instituições acolhedoras.
A juíza Delma Margarida Lobo vai coordenar as atividades.
O mutirão de audiências é executado por uma parceria entre o Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública. Participam ainda do processo, órgãos públicos e integrantes das entidades de acolhimento.
Os trabalhos foram iniciados ontem (25), no Lar Pérolas de Cristo, em Paripe.
As atividades também foram coordenadas pela juíza Delma Margarida Lobo, que contou com a ajuda da promotora de justiça Jaqueline Duarte e da defensora pública Tatiane Alves.
“O objetivo principal desse trabalho é cumprir a Lei, que determina um prazo máximo de dois anos de acolhimento institucional. Nossa prioridade é a reinserção dos acolhidos ao ambiente familiar e comunitário”, explicou a magistrada.
O Lar Pérolas de Cristo foi escolhido para ser a primeira entidade a receber as audiências, devido à grande quantidade de crianças e adolescentes no local.
A instituição realiza um trabalho diferenciado, pois atende acolhidos de todas as faixas etárias, além de abrigar mães em situação de vunerabilidade social.
O Lar Pérolas de Cristo foi destaque na primeira edição das audiências concentradas, realizada no ano passado, com um saldo de 60 acolhidos reinseridos à família.
A assistente social da Coordenadoria da Infância e Juventude, Lunelcia Almeida, também participou das audiências. Ela destacou que “toda criança e adolescente têm o direito de ser inseridos no contexto social, e isso só é possível através da convivência familiar e comunitária”.
Já a dirigente da entidade, Vera Lúcia Guimarães, ressaltou a mudança na realidade da instituição após a realização das audiências concentradas de 2010.
“O tempo de acolhimento reduziu de anos para poucos meses depois das audiências”, comemorou a dirigente.
De acordo com Vera, nas primeiras horas das audiências realizadas nesta segunda-feira, mais de 16 acolhidos foram reintegrados à família.
Dentre eles estava uma jovem gestante de 15 anos, que foi acolhida após sofrer exploração sexual. G.R.S.M vivia em situação de risco social e morava nas ruas antes do acolhimento, quando estava sob custódia da mãe.
A adolescente foi reinserida ao ambiente familiar, onde vai conviver com o pai e a madrasta.
“Estou feliz porque vou ficar perto de minha família, de meus amigos e porque meu filho vai crescer perto do avô”, concluiu a jovem.
Texto e fotos: Bruna Rocha