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A qualificação e o profissionalismo dos magistrados e das suas respectivas equipes técnicas, as iniciativas sociais e o acompanhamento do processo pós-adoção foram o que mais impressionou a delegação italiana que participa do evento “Trocando Ideias sobre Adoção”, em visita na manhã de hoje, sexta-feira (11), à 1ª Vara da Infância e da Juventude.
Formado por 16 juízes dos Tribunais de Menores, psicólogos, assistentes sociais e operadores da adoção internacional, o grupo, após ouvir as apresentações dos juízes Salomão Resedá e Arnaldo Souza, respectivamente titular e auxiliar da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Salvador e Walter Costa, titular da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Feira de Santana, foram conhecer o Projeto Axé encerrando as atividades da manhã.
Ao falar para os colegas italianos, o juiz Salomão Resedá explicou a função jurisdicional e extrajudicial da 1ª Vara da Infância e da Juventude, esclarecendo como funcionam os projetos sociais “Caminhar” e “Dia Feliz”, revelando os mecanismos utilizados para aproximar o Brasil e a Itália por intermédio da adoção.
Em seguida, o juiz Walter Costa fez uma explanação sobre suas atividades, inicialmente contextualizando a Comarca de Feira de Santana e enfatizando os três projetos sociais desenvolvidos, a exemplo do “Melhor Amigo”, “Família Acolhedora” e “Educar através do Esporte”.
A importância da equipe técnica no processo de adoção foi o destaque da fala do juiz Arnaldo Souza ao abordar a nova Lei de Adoção. Ele destacou ainda a importância de preparação da família para receber a criança.
Na opinião do juiz italiano Roberto Ianniello, que integra a delegação e atua em Roma com adoção de crianças e juventude, “embora desde 1975 a Itália tenha iniciado a sua preocupação com adoção internacional, a partir da reforma do Direito de Família, o Brasil, que começou depois, está bastante avançado, num excelente patamar internacional”.
Avaliação que foi reiterada pela italiana Colella Anna Maria, diretora da Agência Regional de Adoção Internacional (ARAI-Região Piemonte), única instituição da Itália que cuida de projetos de adoção e cooperação. “A formação e o profissionalismo dos juízes e técnicos brasileiros são dos mais altos do mundo”, disse.
A escolha do Brasil para participar do intercâmbio, segundo explicações do responsável científico do intercâmbio, Giorgio Macario, se deve ao fato dos dois países terem processos de acompanhamento das fases pré e pós-adoção muitos parecidos, além de ser o Brasil, um dos principais países de onde as famílias italianas adotam crianças.
Na avaliação da presidente do Ceja, juíza Daniela Gonzaga,“este primeiro momento do encontro foi excelente, pois o maior desafio da adoção está na adaptação e por conta disso é importante que os países estejam harmônicos para que a adoção seja rápida e eficaz”.
Promovido pela Comissione per le Adozioni Internazionali (CAI), agência que representa a autoridade central italiana em matéria de adoção; pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), pela Agência Regional de Adoção Internacional (ARAI-Região Piemonte) e pelo L´Istituto degli Innocenti di Firenze, o evento prosegue agora à no Tribunal de Justiça.
O sábado (12) será inteiramente dedicado às intervenções de cooperação na Bahia por entidades estrangeiras e as experiências desenvolvidas na área de Infância e da Juventude nas comarcas do interior do Estado.
Já no domingo (13), último dia do evento, a delegação italiana conhecerá, às 8 horas, o abrigo Lar da Criança, na Vila Laura, e, às 10 horas, o abrigo Cidade da Luz, em Pituaçu, onde assistirá uma conferência sobre o processo de evolução da institucionalização na Bahia, incluindo mudanças e iniciativas, feita pela pedagoga e coordenadora da entidade, Eliana Menezes Rafael.