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Câmara entrega título a novo cidadão de Salvador

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Ao agradecer pelo título de Cidadão da Cidade do Salvador que lhe foi outorgado hoje, no início da noite, na Câmara Municipal, o desembargador José Olegário Monção Caldas relembrou, em um curto e emocionado discurso, sua chegada à Capital, em abril de 1964, vindo de Nazaré, no Recôncavo, a acolhida que teve e fatos biográficos ligados à sua carreira de jornalista.

Compareceram à solenidade, no Plenário Cosme de Farias, os desembargadores Jerônimo dos Santos, 2º vice-presidente do Tribunal de Justiça e representante da presidente Silvia Zarif, Lícia Carvalho, Aidil Conceição, Antonio Pessoa Cardoso, Justino Teles e Raimundo Queiroz, o prefeito de Nazaré, Milton Rabelo de Almeida Júnior, outras autoridades de Nazaré e de Salvador, familiares e amigos do desembargador.

O título, indicado pelo vereador Theo Senna, que não pôde comparecer e teve a mensagem de apresentação lida pelo vereador Pedrinho Pepê, foi entregue por João Gustavo, filho do homenageado, em sessão dirigida pelo vereador Paulo Magalhães Júnior, vice-presidente da Casa. Na avaliação do desembargador, as razões da outorga estão presas às reportagens que escreveu sobre pessoas que encarnavam a verdadeira identidade do soteropolitano.

“Iniciei a minha carreira de jornalista laborando, ainda, nas redações do Jornal da Bahia, Tribuna da Bahia e A Tarde, quando então passei a ter maior contato com a edilidade de Salvador, ao ser nomeado assessor de imprensa do prefeito Clériston Andrade, um mestre de vida a quem rendo preito de respeito e gratidão”, relatou o homenageado.

Foi a partir dessa época, disse, que iniciou seu fascínio por Salvador, ao conhecer as ruas, os habitantes, a cultura e a religiosidade e alguns de seus intelectuais mais proeminentes. Ele também contou o quanto ficava dividido, quando viajava de trem ou de navio para passar finais de semana em Nazaré, entre o sentimento pela cidade natal e pela cidade que o acolheu em sua idade madura.

No final do discurso, José Olegário Monção Caldas falou do orgulho em compor a Corte do Tribunal de Justiça da Bahia: “As marcas do tempo denunciam a maturidade do meu pensamento, o entusiasmo pela vida, agraciada com o saber, adquirido de irmãos baianos ilustres, que hoje me proporciona um lugar na mais antiga Casa do Judiciário nas Américas, onde os ideais de liberdade e respeito aos valores humanos arraigados em mim tornaram-se a minha própria causa”.

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