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A presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Sílvia Zarif, disse, hoje pela manhã, no lançamento da segunda etapa da campanha nacional de adoção “Mude um Destino”, promovida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que a Mesa Diretora do TJ tem dado especial atenção à questão, apoiando os programas desenvolvidos pela Comissão Judiciária de Adoção (Ceja-BA), que vem percorrendo as comarcas no interior discutindo e divulgando as formas corretas de juízes e interessados procederem.
A cerimônia, realizada na Sala do Convívio, no Tribunal de Justiça, começou com a exibição do documentário “Se essa casa fosse minha”, contendo relatos sobre casos de adoção, após o que o coordenador da campanha, juiz Francisco de Oliveira Neto, da Vara da Infância e Juventude de Florianópolis (SC), declarou no seu pronunciamento que o País atravessa uma fase importante com a criação do Cadastro Nacional de Adoção, que já conta com cerca de 10 mil pretendentes habilitados e duas mil crianças. “Este número tende a triplicar com a inclusão dos sete Estados que ainda não enviaram os dados”, afirmou, acrescentando que o prazo para a remessa das informações termina no dia 7 de novembro.
Ele citou como um dos principais problemas e grande obstáculo para maior número de adoções no País as preferências e exigências feitas pelos adotantes. “Infelizmente, as pessoas tendem a buscar crianças brancas, recém-nascidas ou com até dois anos de idade e características físicas semelhantes às delas”, afirmou, acrescentando que a grande disponibilidade no País é de crianças afro-descendentes com um pouco mais de idade.
O presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), Ubiratã Pizzani, destacou que este é um momento muito importante da campanha lançada em maio do ano passado e hoje encampada por 22 Estados. Ele lamentou o fato de que no Brasil foram efetivadas em 2008 apenas 70 adoções nacionais e três internacionais.
Participaram da mesa a corregedora-geral da Justiça, desembargadora Telma Britto, a corregedora das Comarcas do Interior, desembargadora Maria José Sales Pereira, o vice-presidente da AMB, desembargador Ademar Mendes Bezerra, a presidente da Ceja, juíza corregedora Daniela Guimarães Andrade Gonzaga, e o juiz Arnaldo José Lemos de Souza, da 1ª Vara da Infância e Juventude de Salvador. Presentes ainda magistrados e promotores de Justiça da Infância e Juventude, representantes de entidades de defesa da criança e do adolescente e diretores de abrigos.