O juiz Marcos Antônio Santos Bandeira, da Comarca de Itabuna, apresentou as experiências da Vara da Infância e Juventude na aplicação do cumprimento de pena em liberdade assistida, durante o I Encontro de Justiça Restaurativa, realizado pelo Tribunal do Mato Grosso do Sul, no último final de semana, sob coordenação da Associação Brasileira dos Magistrados da Infância e da Juventude (Abraminj).
Segundo o juiz, cerca de 90 adolescentes que participam do programa de medidas socioeducativas recebem acompanhamento psicológico e fazem cursos profissionalizantes como de informática, por exemplo. Ele disse que, com o uso de metodologia e interpretação na justiça consensualizada, na primeira audiência, em conjunto com a equipe de psicólogas, assistentes sociais e pedagogas, apura a medida aplicável em cada caso.
“Apenas nos casos mais graves, que representam a minoria, utilizamos a justiça tradicional de internamento ou semi-liberdade”, informou. Conforme o juiz, já foram realizados 14 mutirões com a análise de 45 processos cada, o que gerou mais eficiência e agilizou o andamento dos feitos.