Começa a ser implantado segunda-feira no Poder Judiciário o sistema Hermes, ferramenta de comunicação oficial interna que vai potencializar a interlocução entre as unidades e setores. Inicialmente o sistema está sendo adotado como teste no Ipraj, mas a meta é até o final do ano estar sendo usado por toda a Justiça baiana.
Na avaliação do superintendente da autarquia, Pedro Vieira, a informatização dos procedimentos internos e a mudança cultural tornam-se pré-requisitos para a agilização e o melhor desempenho das atividades e o atendimento crescente à demanda pelos serviços jurisdicionais.
Dentre os benefícios do sistema estão a substituição do uso de papel pelo envio de comunicados por meio digital e o envio e recebimento de documentos de maneira rápida, eficaz e econômica, com notificação da chegada de novas mensagens no computador.
A assessora-chefe do Núcleo de Documentação e Informação do Ipraj, Cristiane Magalhães, ressalta que o sistema também permite que documentos sejam escaneados e anexados com total segurança e respaldo legal, uma vez que possui tecnologia que identifica e reconhece a sua autenticidade, atribuindo a eles caráter legal e assegurando que somente o receptor tenha acesso à leitura. “Tudo de forma simples, rápida e feita eletronicamente”, acrescenta.
O projeto é resultado de uma parceria entre os Tribunais da Bahia e do Rio Grande do Norte, visando ao aprimoramento dos serviços internos, através do intercâmbio de tecnologias e know-how.
Segundo a coordenadora do projeto de implantação do Hermes, Olga Santos, os documentos que chegarem ao Protocolo do Ipraj e que não precisem de uma decisão administrativa ou jurídica serão escaneados e enviados pelo novo sistema para a unidade responsável. Já os documentos que necessitarem tramitar por meio de um processo administrativo seguirão os procedimentos normais, através do Protocolo Web.
Com a implantação do Hermes, deverá haver uma diminuição significativa do volume de impressões e dos gastos com envelopagem, lacragem e remessa de documentos. Cristina Magalhães lembra que, com a redução do uso papel, o Poder Judiciário adota uma medida social e ecologicamente responsável.