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Na manhã desta terça-feira (3/4), representantes da Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ), das Varas da Infância e Juventude e da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA) fizeram a entrega dos ovos de páscoa doados para a campanha Páscoa Solidária.
Cerca de 500 ovos de chocolate foram distribuídos entre as crianças das instituições Lar da Criança, Cidade da Luz e Ajuda Social à Criança.
A ação teve como principal objetivo proporcionar um momento de alegria e partilha para as crianças e adolescentes que vivem em entidades de acolhimento.
A entrega dos ovos de páscoa aconteceu na casa de acolhimento Ajuda Social à Criança, no bairro do Itaigara, em Salvador.
O evento foi aberto pelo grupo Rai Gramacho, que animou as crianças com músicas e brincadeiras.
Em seguida, o assessor jurídico da 1ª Vara da Infância e Juventude, Marcel Mariano realizou uma cerimônia ecumênica sobre o significado da páscoa.
Mais de 70 crianças participaram do evento e representaram as crianças e adolescentes que vivem hoje nas entidades de acolhimento de Salvador.
“O principal objetivo da campanha é fazer com que essas crianças se integrem à sociedade e não fiquem isoladas nas instituições. Na Páscoa existe um sentimento de renovação e esperamos que essas crianças tenham um novo horizonte”, declarou o desembargador Salomão Resedá, coordenador da CIJ.
A juíza da 1ª Vara da Infância e da Juventude, Karla Barnuevo destacou a importância da iniciativa. “Qualquer atividade social é muito importante para proporcionar momentos de alegria”.
A juíza auxiliar da Corregedoria das Comarcas do Interior, Patrícia Cerqueira, também aprovou a campanha. “Acho que existe um débito social com a infância e juventude no país. Ações deste tipo mostram compromisso e deveriam ser multiplicadas”.
Em Salvador, há cerca de 1000 crianças e adolescentes vivendo em entidades de acolhimento. Esses jovens e crianças foram afastados de suas famílias pelos mais diversos motivos, como maus-tratos, abusos, negligência, abandono; todos eles têm em comum o fato de estarem afastados do convívio familiar.
A presidente da casa de acolhimento Ajuda Social à Criança, Maria Othilia Fiuza agradeceu a ação do TJBA. “Me sinto realizada em poder dar um abrigo para essas crianças, e vê-las feliz é uma grande alegria”, revelou.