Trabalhadores terceirizados do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) foram convidados a participar de uma roda de conversa com a desembargadora Nágila Maria Sales Brito, responsável pela Coordenadoria da Mulher do TJBA. O encontro teve como objetivo levar a estes homens informações acerca da Lei Maria da Penha e conscientizá-los a apoiar que mulheres agredidas ou ameaçadas denunciam o crime.
A iniciativa faz parte da campanha mundial “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, que já ocorre em 160 países entre o dia 25 de novembro (Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres) e 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos). Trabalhadores responsáveis pela higienização do prédio onde funciona a sede do TJBA participaram da ação que socializou informações importantes para o combate da violência doméstica.
Dentre os aspectos abordados pela desembargadora Nágila Maria Sales Brito, destacou-se a importância da manutenção do bem estar da família. “Quando uma mulher é violentada moral, sexual ou fisicamente, todos os seus familiares sofrem a agressão”, explicou a magistrada. Segundo a desembargadora, é comum que o filho de uma vítima de agressão seja repetidor deste ato.
A idéia é que os participantes da palestra sejam multiplicadores das informações a que tiveram acesso, construindo um clima de conscientização social sobre o direito da mulher. Por ser uma Lei afirmativa, o poder público acredita que as ações educativas exercidas com base na Lei Maria da Penha resultem na extinção futura dela.
Na Bahia há a previsão de instalação do ‘botão do pânico’, dispositivo utilizado ainda em fase de teste no Espírito Santo. O mecanismo de proteção à mulher foi lançado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJ-ES), em parceria com a prefeitura local, para flagrar aqueles que descumprirem a distância mínima estabelecida pela medida protetiva. A ferramenta possibilita que uma viatura seja deslocada até o lugar onde a vítima se encontre.
Iranildo Borba, encarregado na empresa terceirizada, é casado e pai de duas meninas, de 11 e 13 anos. “Sempre fui contra agredir uma mulher e agora vejo que preciso educar minhas filhas sobre isso. Não quero que elas sejam vítimas”, contou Borba. Da mesma opinião compartilha Maurício dos Santos Costa, casado há quatro meses ele ainda não sabe quando terá um filho, mas afirma que a Lei Maria da Penha o ajudará a educar melhor o futuro filho.
Texto: Laís Nascimento – Agência TJBA de Notícias / Foto: Nei Pinto