O projeto Começar de Novo, criado pelo Conselho Nacional de Justiça e desenvolvido, no Estado, pelo Tribunal de Justiça da Bahia, obteve mais um parecer favorável do Ministério Público, que autorizou a indústria Conteflex a implantar o sistema de produção de pequenas sacolas dentro da unidade prisional de Feira de Santana.
As empresas G-light, Telamix e CSC Engenharia já participam da iniciativa, que tem como objetivo ajudar a reinserir na sociedade os cumpridores de pena e adolescentes em conflitos com a lei, como forma de promover a cidadania e reduzir a reincidência criminal.
A princípio, será utilizada a mão de obra dos detentos que estão em regime fechado. Depois que eles forem para o regime semiaberto, o trabalho continua, com carteira assinada e documentação toda regularizada.
A coordenadora do Começar de Novo, Maria do Socorro Frerich, afirmou que, para resolver a carência de contratação de egressos pelas empresas, é preciso cerca de 200 vagas, solucionando também, a carência de mão de obra.
Entre os planos, a coordenadora disse que pretende ampliar a oferta de trabalho para a nova unidade feminina do sistema prisional em Mata Escura, levando empresas parceiras, assim como a criação de um grupo religioso formado por participantes de várias crenças diferentes.
Porém, o foco no momento está na atuação do Começar de Novo no interior e também na busca de empresas que queiram ser parceiras para poder suprir a necessidade na região metropolitana.
Texto: Ascom TJBA