Na manhã de hoje (24), em uma das 300 audiências realizadas pela Semana Nacional da Conciliação, no Centro de Convenções, um cliente do cartão de crédito do Itaucard, Jackson Paulo de Souza, resolveu a questão em que se via envolvido há dois anos e meio. No final, ele se livrou de uma dívida, indevida, na sua visão, que já acumulava quase R$ 3 mil.
A audiência durou menos de 20 minutos, com participação da conciliadora Mariana Palmeira Esteves, e apresentou resultado positivo para ambos os lados. Foi essa a avaliação do advogado Marcelo Ferreira de Moura que, em nome de um escritório de advocacia, representou o Banco Itaú, uma das 14 empresas participantes do esforço concentrado, iniciado na manhã desta segunda-feira.
“Foi muito rápido e eu resolvi essa questão que vinha me atrapalhando há muito tempo, e coisa que eu não devia”, comentou Jackson Paulo, sentando em um dos 17 guichês montados pelo Tribunal de Justiça da Bahia, onde bancos, planos de saúde, companhias de telefonia móvel e lojas de eletrodomésticos buscavam acordos com seus clientes.
Para o advogado Marcelo Ferreira de Moura, ações como esta promovida pelo Tribunal de Justiça da Bahia são uma forma de resolver os processos judiciais o mais rápido possível. “É uma maneira de enfrentar os reflexos causados pela demanda de processos que o Judiciário enfrenta hoje em dia”, disse.
A previsão do TJBA é de que sejam realizadas, somente no Centro de Convenções, 1,5 mil audiências até a próxima sexta-feira (28). “O Tribunal de Justiça da Bahia sempre incentiva a conciliação e o Banco Itau sempre está presente, procurando, na medida do possível, buscar os acordos, por entender que o bem maior são os consumidores, nossos clientes”, destacou a advogada Carina Imaizumi.
No total, deverão ser promovidos centenas de acordos, já que as empresas e os consumidores estão buscando a conciliação, “É um instrumento importante, uma vez que permite às partes terem agilizados os seus processos”, no dizer de uma advogada da Camed, que não quis se identificar, após obter sucesso na audiência de conciliação, de 10 minutos, com uma cliente do plano de saúde.
A empresa levou uma proposta de acordo, que a parte aceitou, embora não quisesse dar detalhes e também evitasse citar seu nome. “Não sabia como seria isso, nem se eu ia ser beneficiada, mas tudo foi bom, terminamos amigos e volto pra casa sem dever nada e meu filho continua com o atendimento do plano, que pago em dia”, disse a dona de casa.
Texto: Ascom TJBA / Fotos: Nei Pinto