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Coordenadoria da Infância e da Juventude participa de debate em instituição de ensino superior

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Representada pelo desembargador Salomão Resedá (foto), a Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) participou, na manhã desta quinta-feira (6/12), da primeira edição do projeto “Série de Diálogos”, promovido pela Faculdade Maurício de Nassau, no bairro de Patamares.

De acordo com o coordenador do curso de Direito da instituição, professor Deivid Lorenzo, o projeto visa aproximar a comunidade acadêmica dos outros setores da sociedade, proporcionando aos alunos uma vivência mais ampla que contribua para a sua atuação futura.

“Hoje em dia não podemos falar que o conhecimento humano está apenas na sala de aula. Temos que reconhecer outros espaços e proporcionar um diálogo dos alunos com a sociedade”, afirmou o coordenador.

O desembargador Salomão Resedá, a partir de uma reflexão intitulada “A proteção do Poder Judiciário para a proteção da criança e do adolescente”, discorreu sobre um pouco de sua longa trajetória na área da Infância e Juventude. Atual Coordenador da área no Tribunal de Justiça da Bahia, o magistrado atuou a maior parte de sua vida jurídica em Varas Especializadas da Infância e Juventude e é um renomado especialista no assunto.

“Não há terreno mais fértil para se plantar uma semente do que o arado da mente universitária. Precisamos aproveitar esta oportunidade para mobilizar o meio estudantil para a área da Infância e Juventude”, iniciou com essa fala o desembargador, cuja exposição tratou de assuntos como educação, Constituição Federal e o projeto de redução da maioridade penal, sobre o qual se posicionou contrário de forma contundente.

“É claro que vivemos um problema de delinquência infanto-juvenil, mas não devemos combater o efeito e sim a causa”, defendeu. “Vamos verificar o que está acontecendo com esses meninos, o que os levou a cometer esses delitos, ao invés de aprisioná-lo em um sistema que o próprio Estado reconheceu como falido”, concluiu, referindo-se à declaração do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de que preferia morrer a ser preso.

O desembargador fez um breve histórico sobre a atuação do Judiciário na área da Infância e da Juventude, fez um balanço sobre os avanços e desafios, e convocou a sociedade civil para ajudar o Estado na construção de um mundo melhor para as crianças e os jovens: “Nós integramos uma sociedade e também possuímos coletividade com o coletivo”.

Em seguida, o professor Marcel Mariano, que também é servidor da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Salvador, fez uma exposição sobre o tema. O professor abriu sua palestra com uma parábola indiana, e tratou de assuntos relacionados à família e aos problemas encontrados no dia-a-dia de quem trabalhar na área.

Por último, o professor de Direito da Criança e do Adolescente, Camilo Carvalho, encerrou a rodada de exposições elogiando a iniciativa da Faculdade em promover uma ampliação da formação do corpo discente: “A compreensão do Direito enquanto ciência não é o suficiente para atender as demandas da sociedade. Precisamos ir além”, ratificou.

O projeto “Série de Diálogos” será tocado como um fórum permanente de debate sobre a intervenção do Poder Judiciário na comunidade. A intenção da instituição é realizar pelo menos uma edição por semestre, podendo ocorrer outras caso haja demanda extraordinária.

Texto: Ascom / Foto: Nei Pinto 

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