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A Comissão Ambiental do Judiciário decidiu, em reunião na manhã de hoje, presidida pelo juiz Augusto de Lima Bispo, que ficará diretamente responsável pela administração do descarte das cerca de 300 lâmpadas fluorescentes utilizadas trimestralmente pelo TJ, Fórum Ruy Barbosa e Ipraj, em vez de encaminhar esses resíduos para a Superintendência de Construções Administrativas da Bahia (Sucab), como se pensou inicialmente.
A expectativa agora é a proposta que será apresentada nos próximos dias por uma empresa especializada em reciclagem de lâmpadas fluorescentes, consideradas nocivas ao meio ambiente e à saúde pública por terem na sua composição o mercúrio, elemento químico bastante tóxico.
Buscar a parceria das cooperativas de catadores que já atuam do Centro Administrativo – por meio da Sucab -, para que coletem os resíduos plásticos, foi a segunda decisão mais importante do encontro. O posicionamento da Comissão é não excluir os catadores deste processo, pois muitos dependem desta atividade para ter uma receita mensal.
A ideia é que as cooperativas coletem os copos, sacos e sacolas plásticas descartados pelo Tribunal e vendam para uma empresa que faz o processamento, transformando-os em matéria-prima para a produção de cadeiras, mesas, baldes e caixas de plástico, por exemplo. Na próxima semana representantes da Comissão visitarão uma dessas empresas para conhecer o funcionamento.
Melhorias para a coleta de papel, a substituição das torneiras tradicionais pelas que tenham sistema de válvula de pressão, alternativas para diminuir o consumo de copos plásticos e as campanhas educativas que estão em fase de criação também foram assuntos discutidos.
A próxima reunião está agendada para o dia 21, às 9 horas. Na pauta estão a construção do site da Comissão Ambiental do Judiciário, as campanhas educativas e respostas concretas sobre os descartes das lâmpadas e do plástico.