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Dez anos da mudança de sede do Tribunal

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Este ano completa-se a primeira década da mudança da sede do Poder Judiciário do Fórum Ruy Barbosa, no centro da cidade, para o prédio do Centro Administrativo da Bahia. E esses dez anos foram marcados por grandes mudanças no Tribunal de Justiça, que passou por transformações tecnológicas, visando à celeridade na prestação dos serviços, e, principalmente, conseguiu livrar-se das ingerências externas.

Para o desembargador Carlos Cintra, único entre os atuais membros da Corte que veio do Fórum Ruy Barbosa para a sede nova, a independência do TJ com relação ao Poder Executivo é o grande fato a marcar esses dez anos.

Presidente no biênio 2002/2004, na eleição que foi o divisor de águas no relacionamento com os demais poderes constituídos, o desembargador afirma que já existia uma tendência para que o Judiciário tivesse uma outra postura frente à sociedade. Desde então, lembra ele, não houve possibilidades para retrocessos: “Percebeu-se logo que a Justiça baiana estava em uma nova era. Hoje isso já é uma página virada e não há questionamento quanto a esse assunto”.

O desembargador Carlos Cintra tomou posse em fevereiro de 2002, em substituição ao desembargador Robério Braga, à frente de uma Mesa que tinha por vice-presidente o desembargador Eduardo Jorge Mendes de Magalhães e por corregedor-geral Luiz Fernando de Souza Ramos.

A Corte passa, nesse período, por um choque de gestão, iniciando a implantação do Plano Estratégico do Poder Judiciário, utilização crescente da informática, lotação de recursos humanos e forma alternativas de atendimento ao público. Assim nasceram os Balcões de Justiça e Cidadania e Justiça Itinerante, entre outros projetos.

MESAS – Em 2004, o desembargador Gilberto Caribé assumiu a presidência, ao lado do vice Luiz Fernando de Souza Ramos e da corregedora Lucy Lopes Moreira. Na gestão é realizado concurso público para o preenchimento de vagas de juiz substituto e firmado acordo com a Junta Comercial da Bahia, Juceb, para acesso on-line a informações cadastrais das empresas para instrução de processos.

No biênio seguinte, é o desembargador Benito Figueiredo quem assume a presidência. Ele retoma as ações iniciadas na gestão 2002/2004. Não concluiu a administração, saindo dois meses antes, por aposentadoria compulsória, e sendo substituído pelo desembargador Sinésio Cabral.

A última das Mesas da década tem à frente, pela primeira vez, uma mulher, a desembargadora Silvia Zarif, e outras três entre os cinco integrantes, os desembargadores Lealdina Torreão, na 1ª Vice-presidência, Jerônimo dos Santos, na 2ª Vice-presidência, Telma Britto, na Corregedoria Geral, e Maria José Sales Pereira, na Corregedoria das Comarcas do Interior.

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