A desembargadora Nágila Maria Sales Brito, responsável pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça da Bahia conheceu o funcionamento de um dispositivo eletrônico capaz de avisar a polícia, em questão de segundos, se a mulher correr perigo de agressão.
A magistrada esteve em São Paulo, a convite das colegas do tribunal paulista, para saber como funciona o ‘botão de pânico’, como o equipamento é mais conhecido.
Desenvolvido pela organização não-governamental Geledes – Instituto da Mulher Negra, o aplicativo pode ser baixado gratuitamente na internet e vem sendo utilizado experimentalmente por mulheres paulistas ameaçadas de agressão.
Para a desembargadora Nágila, a Bahia teria menos dificuldades, na parte burocrática, porque já há um convênio de cooperação com a Polícia Militar. “Teríamos de arrecadar aparelhos de celular e treinar as mulheres para utilização do serviço”, disse.
Informalmente, a desembargadora já iniciou entendimentos com a prefeitura de Salvador no sentido de capacitar a guarda municipal e pode também otimizar, com a nova tecnologia, o serviço do governo estadual Ronda Maria da Penha, específico para proteção da mulher.
A coordenadora da Mulher do TJBA conheceu também o trabalho de conscientização e ressocialização de agressores, em São Paulo, como forma de interromper o ciclo da violência, “uma iniciativa que já tarda aqui na Bahia”, segundo ela, “pois já se sabe esta necessidade”.
A miss Universo de 1968 e psicóloga baiana Martha Vasconcellos esteve na Coordenadoria para tratar do assunto, em razão de ter experiência anterior em projeto similar desenvolvido em Massachusetts, nos Estados Unidos.
Texto: Ascom TJBA / Foto: Divulgação