As instâncias de 2º grau do Tribunal de Justiça já estão desfrutando dos benefícios trazidos pela digitalização dos acórdãos proferidos até o ano de 2010.
A inovação trouxe maior celeridade no atendimento aos advogados e, por conseguinte, otimizou o tempo de trabalho interno nas câmaras.
A 1ª Câmara Criminal foi a primeira a concluir o processo de digitalização dos acórdãos antigos e a secretária adjunta, Lurdes Costa, ressaltou a “rapidez e celeridade no serviço de atendimento aos advogados”.
Já a diretora de secretaria da 5ª Câmara Cível, Denise Mansur Joyce, deu destaque à economia de papel após a conclusão dos trabalhos.
“A digitalização é uma excelente oportunidade de diminuir os gastos. Ficou mais fácil cumprir a Meta do CNJ”, explicou Denise, referindo-se à Meta 6 de 2010 do Conselho Nacional de Justiça, que prevê a redução em pelo menos 20% do consumo per capita, seja de magistrados, servidores, terceirizados e estagiários, com energia, telefone, papel, água e combustível, em relação a 2009.
A digitalização garante ainda maior segurança e durabilidade aos acórdãos que, arquivados nos livros, estão sujeitos à degradação ao longo do tempo.
Na 2ª Câmara Criminal, onde haviam acórdãos do ano de 1959 até 2010, a mudança foi radical. De acordo com o secretário adjunto, Sinésio Pereira, a “celeridade no atendimento, trazida pela digitalização, aumentou a credibilidade do Tribunal”.
A digitalização dos acórdãos antigos é feita no Núcleo de Núcleo de Digitalização, no bairro de Sussuarana. Existe ainda uma proposta de publicá-los, futuramente, no site do Tribunal, assim como já está sendo feito com os acórdãos proferidos a partir de 2011.
Texto: Bruna Rocha / Foto: Nei Pinto