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O presidente do Vitória, Alexi Portela Júnior, assinando o documento
O futebol baiano tornou-se parceiro do Tribunal de Justiça no trabalho de ressocialização de presos com a assinatura, hoje (29), pela Federação Bahiana de Futebol (FBF), Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) e Esporte Clube Vitória, de um termo de cooperação.
Com a assinatura do documento, em solenidade dirigida pela presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Telma Britto, FBF, Sudesb e Vitória se comprometeram a criar postos de trabalho e capacitar pessoas que cumprem pena no regime semiaberto, conforme prevê o projeto Começar de Novo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Esporte Clube Bahia foi convidado, mas informou que não participaria.
O Vitória saiu na frente. Antes mesmo da assinatura do Termo, há aproximadamente quatro meses, contratou um preso que cumpre pena no Presídio de Salvador, para trabalhar na área de serviços-gerais do Centro de Treinamento do clube. E, com a assinatura da cooperação, o clube estuda a possibilidade de abrir mais vagas.
“Pensamos no aproveitamento de menores em erro social nas nossas divisões de base. Estamos ainda em fase de implementação”, diz Manoel Machado Batista, assessor-jurídico do clube, que esteve na cerimônia com o presidente do Vitória, Alexi Portela Júnior.
Raimundo Nonato, Bobô, diretor-geral da Sudesb, também está entusiasmado com o projeto. O ex-jogador diz que a participação da superintendência no Começar de Novo será “efetiva” e que ele espera qualificar os presos na área do esporte com base nas indicações do Tribunal de Justiça.
“A ideia é que eles tenham noções, sejam instrutores, agentes multiplicadores dos conhecimentos que venham a adquirir”, explica, acrescentando que profissionais da Sudesb irão aos presídios para dar aulas com, no máximo, 15 alunos.
A Federação Bahiana de Futebol analisa oferecer uma vaga para presos no curso de Formação de Árbitros que a instituição promove em parceria com a Universidade Católica do Salvador.
“Outra possibilidade é que eles possam ocupar vaga no quadro móvel para jogos no interior, por exemplo, como gandula, porteiro ou em apoio logístico”, afirma o advogado Manfredo Lessa, vice-presidente da FBF, que acredita na utilização como atletas no campeonato intermunicipal, caso alguma liga desportiva se interesse pela participação dos egressos.
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Texto: Redação – Foto: Nei Pinto/Ascom-TJBA