Os servidores da Vara de Execuções Penais começaram a cadastrar guias de recolhimento e processos no sistema VEP de Execuções Penais, que permite o gerenciamento eletrônico dos processos da Vara de Execuções Penais e o controle da população carcerária.
O sistema, que já está customizado para as necessidades do TJ, foi implantado no início do mês, quando começou o treinamento dos servidores e da juíza da Vara de Execuções Penais, Andremara dos Santos.
Até o momento, os servidores cadastraram no sistema cerca de 70 guias de recolhimento em papel que chegaram das Varas Criminais.
De 9 a 11 de dezembro dois analistas de sistemas do Conselho Nacional de Justiça farão o treinamento do público externo, de servidores das Varas Criminais, advogados, defensores públicos e promotores. Cada um destes profissionais acessará o sistema com o perfil específico que disponibilizará as informações e funcionalidades pertinentes.
Após este treinamento, a tramitação dos processos já poderá ocorrer plenamente no sistema, já que os servidores das Varas Criminais poderão enviar guias de recolhimento eletrônicas à VEP, e os membros do Ministério Público, advogados e defensores poderão emitir pareceres e manifestar-se, acessando o sistema através de senha e assinatura eletrônica.
Entre meados de dezembro e início de janeiro, o expediente da VEP será suspenso por 15 dias para que sejam acertados os últimos detalhes para viabilizar o funcionamento do sistema.
Os novos processos protocolados na VEP serão exclusivamente eletrônicos e aqueles que já estão tramitando serão convertidos para o sistema gradativamente, à medida em que forem sendo movimentados. Segundo a juíza Andremara dos Santos, o sistema vai garantir que sejam concedidos os direitos dos apenados.
O sistema disponibilizará o atestado de pena a cumprir, cálculos de remições, identificação de processos parados, apenados com direito a benefícios, entre outras possibilidades.
O sistema tem capacidade para interagir com os sistemas das Secretaria de Segurança Pública e da Justiça, para o compartilhamento de informações e dados sobre os presos e controle da população carcerária, o que será discutido a partir do ano que vem.