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A presidente Sílvia Zarif reuniu-se, hoje pela manhã, com um grupo indígena liderado pelo cacique Aruã, da aldeia Pataxó Coroa Vermelha, entre os municípios de Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro, no extremo-sul do Estado, que lhe entregou documento assinado por lideranças locais, no qual denuncia crimes contra índios e pede a ajuda da desembargadora para que os acusados não fiquem impunes.
O cacique Aruã afirmou que a tribo está indignada com a situação porque nenhum dos acusados foi preso ou sofreu qualquer punição, apesar de pelo menos três casos de mortes e de violência sexual contra menores terem obtido grande repercussão na imprensa. Ele denuncia, inclusive, a participação de autoridades e políticos nos crimes, ocorridos em Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro e Itamaraju.
O mesmo documento, informaram os índios, foi encaminhado ao Ministério da Justiça, à Presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai), 6ª Câmara do Ministério Público Federal, em Brasília, MPF de Eunapólis, Secretaria de Justiça e Corregedoria Geral da Justiça do Estado da Bahia, Polícia Federal, Funai e promotorias de Justiça de Porto Seguro e de Santa Cruz Cabrália.
A presidente prometeu analisar a denúncia e tomar as providências no que tange à Justiça, encaminhando o caso também à Corregedoria das Comarcas do Interior .
Acompanharam os índios o deputado estadual Bira Coroa e uma representante da Secretaria de Justiça do Estado.
A aldeia Pataxó Coroa Vermelha tem 1,5 mil hectares de terra demarcada e população de 5,2 mil indígenas.