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Juiz busca comunicação entre as partes

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Conhecedor dos problemas causados pela falta de comunicação entre as partes, o juiz André Gomma de Azevedo (foto), da Comarca de Angical, criou a Oficina de Comunicação Conciliatória, composta de uma série de atividades com as pessoas envolvidas nos processos em julgamento.

Com duração de três a quatro horas, as oficinas acontecem, em média, uma semana após a realização da audiência, à base de exercícios reflexivos, que incluem atividades práticas, entre as quais o diálogo e a encenação, e que podem ser estendidas a outras pessoas.

“A ideia é estimular formas de prevenir conflitos, lembrando que os usuários do Poder Judiciário não são apenas aqueles que chegam como partes, mas sim todos nós”, explica o juiz André Gomma de Azevedo.

Ele entende que há grande chance de o conflito ser pacificado e defende que, em alguns casos, “a oficina é mais importante que a audiência”. A atuação do magistrado, mestre em Direito, que esteve ontem no Tribunal de Justiça para capacitar voluntários que atuarão no 10º Mutirão de Conciliação da Justiça, consiste em indicar para a oficina as partes em conflito e colaborar com o trabalho do pedagogo voluntário Maurício Dias, serventuário da comarca, para evitar transtornos futuros.

Desde o início do projeto, em agosto do ano passado, mais de 100 pessoas já foram atendidas e, em razão de a comunidade de Angical haver respondido de forma positiva às oficinas, o juiz pensa em difundir o projeto nacionalmente. Para isso, ele pretende apresentá-lo à Comissão de Casas de Cultura Jurídica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da qual é integrante, para que possa ser avaliado.

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