A catadora de papel Selvita Clara Santos, 57 anos, foi condenada pelo Tribunal do Júri da Comarca de Planalto a cumprir 10 anos de reclusão em regime fechado, acusada de ter matado no ano passado a enteada, de apenas um ano de idade. A sessão, presidida pelo juiz Rafael Siqueira Montoro, começou às 9 horas do dia 4 e terminou às 4 horas da madrugada.
Segundo o juiz, o caso teve grande repercussão na região por ter acontecido na mesma época do assassinato da menina Isabella Nardoni, em São Paulo. Durante as investigações, o Ministério Público descobriu que a ré havia obrigado o filho menor, de 13 anos, a assumir a culpa pela morte da garota.
Esse foi o primeiro caso de julgamento e condenação de uma mulher na comarca e contou com a participação da promotora de Justiça Fabiane Lordêlo Rêgo Andrade na acusação.
Outras duas sessões estão designadas para o mês de agosto. No dia 7, será julgado Aílton Santos Brito por tentativa de homicídio. E no dia 13, vai a júri Dário Mendes de Oliveira, acusado de homicídio.