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Juizado Especial Cível de Camaçari promove acordos através de mutirão

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Empresários e cidadãos de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, estão tendo a oportunidade de solucionar conflitos através da conciliação, por meio do mutirão realizado pelo Juizado Especial Cível do município. A unidade, coordenada pela juíza Tâmara Libório, agendou 305 audiências para o mutirão, que começou no último dia 21 e vai até 6 de junho.

De acordo com a juíza, em janeiro, foram enviados ofícios às grandes empresas que possuíam processos em tramitação na unidade, solicitando que indicassem os feitos passíveis de conciliação. “Houve um retorno muito bom e a maioria dos processos indicados possuem real possibilidade de acordo”, revelou a juíza.

A magistrada ressalta a importância do novo método adotado para o mutirão, que já supera os números das Semanas Nacional e Estadual de Conciliação da própria unidade. “Escolher os processos aleatoriamente muitas vezes não traz o resultado esperado. Fazer um mutirão direcionado para processos com boas perspectivas de acordo rende um aproveitamento muito maior”, declarou a juíza, referindo-se ao sucesso do mutirão, que resultou em 60% de acordos.

Nesta quinta-feira (31/5), foi a vez do autônomo Clodoaldo Gonçalves resolver seu problema, que já estava em tramitação na Justiça há quase dois anos. Após ter o cartão de crédito clonado, ele ficou com restrições em seu nome e entrou com uma ação contra o banco Itaú requerendo indenização por danos morais. O acordo foi realizado em menos de vinte minutos e as duas partes saíram satisfeitas.

“Quando existe o bom senso, as coisas podem ser resolvidas de maneira mais fácil, mais coerente” ressaltou o autônomo. “Estou muito feliz, a conciliação é mesmo o melhor caminho”.

O preposto do banco Itaú, Jacob Ribeiro, concordou e afirmou que o banco tem interesse em conciliar. “É salutar tanto para a empresa, quanto para os autores das ações e, sobretudo, para o Judiciário, que tem seu acervo de processos reduzido”, afirmou.

As audiências estão acontecendo das 7h20 às 13 horas, em paralelo ao atendimento normal da unidade.

Até o momento, 60 acordos já foram realizados, e os processos, concluídos. A vara possui um acervo maior que 12 mil processos e a juíza Tamara Libório já faz planos para um novo mutirão, em setembro.

Texto: Ascom / Fotos: Nei Pinto 

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