Termina amanhã (15/9) a parte teórica da 6ª edição da Capacitação de Facilitadores para a Justiça Restaurativa, Mediação Penal, Prevenção da Violência e Direitos Humanos. O curso está sendo ministrado por voluntários no Núcleo de Justiça Restaurativa, uma extensão do 2º Juizado Especial Criminal do Largo do Tanque.
Os alunos participaram nesta quarta-feira (14/9) de duas palestras com psicólogos, além de uma mesa- redonda, organizada pelos advogados Ana Carolina Benevides e Luis Augusto Régis, sobre a Sessão de Mediação e Filmes com Espaço Dialogal.
Amanhã, a psicóloga Maria Cristina Goulart, além de explicar como a Justiça Restaurativa é aplicada na área da Infância e Juventude, vai abordar sobre a escuta compassiva e a comunicação não violenta.
A coordenadora do Núcleo de Justiça Restaurativa e idealizadora do curso, juíza Joanice Maria Guimarães de Jesus, volta a falar com os alunos; dessa vez, sobre O Circulo Restaurativo e as Conferências de Família; o advogado criminalista Artur Fernando Costa encerra o evento falando sobre O Controle sobre o Processo e a Provocação de Mudanças.
De acordo com a juíza, o objetivo da capacitação é auxiliar os profissionais na atuação dos casos nas suas respectivas áreas por meio de procedimentos que valorizam a dignidade da pessoa humana, como técnicas de mediação, escuta compassiva e comunicação não violenta.
A Justiça Restaurativa busca mediar conflitos da área criminal com a participação da vítima, infrator e membros da comunidade, que ajudam a solucionar de maneira pacífica o problema e os traumas causados pelo crime.
Na sexta-feira (16/9), último dia da capacitação, os participantes irão colocar em prática o que aprenderam ao longo da semana, por meio de simulações de atendimento entre os próprios colegas.
A capacitação é direcionada para delegados de Policia, oficiais da Polícia Militar, alunos da Academia de Polícia, defensores públicos, líderes de bases comunitárias, estudantes de Direito, Psicologia e Serviço Social e servidores da Justiça.
Texto: Ascom TJBA