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A 6ª edição da Capacitação de Facilitadores para a Justiça Restaurativa, Mediação Penal, Prevenção da Violência e Direitos Humanos prossegue na manhã desta terça-feira (13/9), no Núcleo de Justiça Restaurativa, uma extensão do 2º Juizado Especial Criminal do Largo do Tanque.
Os trabalhos serão abertos pelo delegado de Polícia Luis Augusto Régis, que vai falar sobre A Justiça Restaurativa e a Polícia Pacificadora.
O curso, direcionado para delegados de Policia, oficiais da Polícia Militar, alunos da Academia de Polícia, defensores públicos, líderes de bases comunitárias, estudantes de Direito, Psicologia e Serviço Social e servidores da Justiça, será encerrado na próxima sexta-feira (16/9), sempre das 8h30 às 11h30 e das 14h às 19h.
As atividades foram iniciadas nesta segunda-feira com a apresentação de quatro palestras que deixaram os participantes do curso empolgados.
Um dos destaques do dia foi a apresentação do professor Luiz Gustavo Vilas-Boas, que fez uma análise da Justiça Restaurativa e nova criminologia.
“A questão social está sendo tratada de forma coesa e os trabalhos são abordados por uma outra ênfase, sempre recorrendo ao diálogo”, afirmou a estudante de Psicologia da Faculdade da Cidade, Andréa Barbosa. “A proposta do curso superou minhas expectativas, pois oferece técnicas de mediação que se aplicam a diversas áreas, e não só ao Direito”.
A investigadora da Polícia Civil, Ana Lúcia Mendonça, disse que a oportunidade está servindo para atualizá-la sobre as formas de agir no trabalho, como no caso de pequenos delitos. “Nós vemos muitas brigas todos os dias na polícia e essa iniciativa está sendo essencial para achar uma solução de maneira pacífica”, explicou.
Já a estudante de Direito da UniFass, Edilza Bonfim, decidiu fazer a monografia sobre o adolescente infrator e a Justiça Restaurativa e se encantou com o que viu. “Eu já participei de outros seminários e já tinha um conhecimento prévio sobre o assunto, mas aqui estou podendo me aprofundar no tema”.
Dignidade
De acordo com a coordenadora do Núcleo de Justiça Restaurativa e idealizadora do curso, juíza Joanice Maria Guimarães de Jesus, o objetivo da capacitação é auxiliar os profissionais na atuação dos casos nas suas respectivas áreas por meio de procedimentos que valorizam a dignidade da pessoa humana, como técnicas de mediação, escuta compassiva e comunicação não violenta.
“A Justiça Restaurativa não busca punir mas, sim, responsabilizar o infrator e minimizar o sofrimento das partes”, lembrou.
Ainda de acordo com a magistrada, a adesão ao curso é cada vez maior, com lista de espera. São mais de 100 interessados no curso, mas, por conta do espaço, limitamos as turmas para aproximadamente 50 pessoas por edição”.
Os participantes terão aulas teóricas até a próxima quinta-feira e, no último dia de curso, irão colocar em prática o que aprenderam ao longo da semana, por meio de simulações de atendimento entre os próprios colegas. Eles serão desafiados a encenar papéis diferentes e a resolverem conflitos.
Confira aqui a programação do curso.
Conceito
A Justiça Restaurativa busca mediar conflitos da área criminal com a participação da vítima, infrator e membros da comunidade, que ajudam a solucionar de maneira pacífica o problema e os traumas causados pelo crime.
A iniciativa abre caminho para a forma participativa de promoção da paz social, dando possibilidade de conciliação às vítimas e, aos agressores, de resolverem os transtornos oriundos dos conflitos sociais.
Texto: Fernanda Magalhães / Fotos: Nei Pinto