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Ministra do STF profere aula inaugural

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A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia Antunes Rocha (foto) disse hoje pela manhã, ao ministrar a aula inaugural do Centro de Educação em Direitos Humanos e Assuntos Penais J.J. Calmon de Passos (Cedhap), que “o pior lugar para se ver o Mundo é atrás de uma mesa de gabinete”. Ela ressaltou que a lei não promove a transformação, o cidadão é quem a coloca em prática e, assim transforma, a vida.

A solenidade foi aberta pela secretária de Justiça, Marília Muricy, que prestou homenagem ao jurista J.J. Calmon de Passos. “O Cedhap nasce sob duas estrelas da sorte: Calmon de Passos e Cármen Lúcia. O professor Calmon, um obstinado, um jurista comprometido com o seu tempo; a ministra, alguém que tem demonstrado o significado real da responsabilidade política de guardar a Constituição”, disse a secretária.

A aula da ministra do STF foi no Auditório Pedro Milton de Brito, da Secretaria Estadual da Justiça, quando destacou a importância do Cedhap, por irem, na sua avaliação, além do aperfeiçoamento técnico e profissional, contribuindo para a melhoria do indivíduo. Inaugurado, dia 29 último, pelo governador Jaques Wagner, o Cedhap é voltado para o aperfeiçoamento de 2,4 mil servidores da Secretaria de Justiça, que terão cursos nas áreas de psicologia, sociologia, história e defesa pessoal.

Em pouco mais de 40 minutos, a ministra falou sobre como a educação cumpre o papel de fazer com que o que é direito na lei seja aplicado no dia-a-dia das pessoas. Assim, os 20 anos da Constituição Brasileira permeou a explanação da professora. “Acredito muito no ser humano. Sendo o outro capaz de mudar, eu também o serei”, disse para os mais de 100 servidores que participaram do evento.

Presente à aula, a vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Lealdina Torreão, representando a presidente do Tribunal, desembargadora Sílvia Zarif, comentou que a dinâmica da vida determina a necessidade não só das transformações, mas de aprimoramentos. “As nossas decisões precisam ser sempre pautadas de acordo com a realidade. E são idéias como o Cedhap que nos proporcionam isso”, disse.

Além das representantes do TJ, STF e da Secretária, também participaram da composição da mesa a defensora Pública do Estado, Teresa Cristina Almeida, e a coordenadora do Programa de Capacitação e Educação em Direitos Humanos do Ministério Público do Estado, Márcia Virgens.

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