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Monumento de autoria de Mário Cravo

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Uma obra do escultor Mário Cravo foi escolhida hoje pela Subcomissão do Monumento, da Comissão Organizadora das Comemorações do IV Centenário, para ser erigida no espaço em frente ao Tribunal de Justiça, com previsão de inauguração para dezembro. A decisão agora será submetida ao plenário da comissão, em reunião marcada para o próximo dia 14.

A reunião da subcomissão contou com a consultoria voluntária da professora de história da arte estética Maria Cecília Araujo de Noronha, do Paraná, mestra e pós-graduada em educação e museologia, ex-diretora de museus e curadora dos acervos de artes plásticas da Secretaria de Cultura do Estado.

Em sua análise, a professora Maria Cecília fundamenta os critérios que a levaram a fazer a sugestão, discutida na reunião. Entre outros, está a adequação da obra ao local, o fato de atender às características de arte contemporânea expressiva e impactante, além de ser interativa, permitindo o transito de pessoas em seu interior.

Participaram da reunião a presidente Sílvia Zarif, o presidente da comissão organizadora, desembargador Antonio Pessoa Cardoso, e os integrantes da subcomissão: os desembargadores Justino Telles e Raimundo Queiroz e o advogado Antõnio Luís Calmon Teixeira.

Processo de escolha

Na íntegra, o processo de análise da professora Maria Cecília Araujo de Noronha submetido e discutido, à tarde, na Subcomissão do Monumento:

“A escolha da obra do referido escultor deveu-se fundamentalmente aos seguintes critérios de análise:

1.Adequação da obra ao local onde será colocada, obedecendo às características arquitetônicas do prédio do tribunal – arquitetura leve e contemporânea.

A obra atende às características de uma obra escultórica da arte contemporânea – “limpa”, expressiva e fortemente impactante.
Trata-se de uma obra monumental e interativa – ao mesmo tempo em que se reveste de um alto significado (será colocada em frente ao prédio do Tribunal), também sugere uma interação com o observador, na medida em que permite o trânsito pelo interior da obra,  oferecendo diferentes pontos de vista da própria obra e da sua relação com a paisagem circundante.

Escolha do material – A utilização de um material contemporâneo como o aço inox reforça o caráter de atualidade da obra, ao mesmo tempo permite, pelo  reflexo, a interatividade com o observador, ajuda a dar a sensação de leveza para uma obra de grandes dimensões.

O significado das formas – Além das várias possibilidades de leitura que a obra oferece ao observador, é importante enfatizar que os quatro semicírculos se reportam claramente ao quarto centenário do tribunal, sugerido pela letra C (algarismos romanos ou p/ extenso), em quatro repetições  utilizadas para criar uma forma dinâmica em continuidade no espaço.

Além das questões ressaltadas, é importante destacar a importância de Mário Cravo, um dos grandes escultores brasileiros, reconhecido internacionalmente.

Obs.:

A família de aço inoxidável contém no mínimo 11% de Cromo, elemento o qual concede ao inox a resistência à corrosão. Outros elementos podem ser acrescentados, melhorando diversas propriedades.

1 – Austeníticos (Tp 304, 304L, 316, 316L etc).

São formados principalmente de ligas de ferro + cromo + níquel.

Características: Alta resistência à corrosão;

Não endurecíveis por esfriamento rápido de alta temperatura, todavia endurecível por trabalho a frio

Alta durabilidade

Não magnéticos (após conformações podem apresentar leve sensibilidade magnética)

Utilizados para aplicações criogênicas (trabalhos a altas e baixas temperaturas), devido à boa resistência à oxidação e amolecimento em altas temperaturas;

No aquecimento acima de 600ºC do material AISI 304 é indicado os aços com baixo teores de carbono (304L e 316L) devido a sua tendência a corrosão no contorno de grão;
São soldáveis por diversos processos.

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