O Mutirão Carcerário do Estado de Sergipe colocou em liberdade 432 dos 795 presos que tiveram a situação examinada durante a fase preliminar da ação, entre 14 de agosto a 20 de setembro, e do período de 21 deste mês, quando teve início o mutirão propriamente dito, até ontem.
Os condenados obtiveram livramento condicional e os que ainda aguardam sentença foram beneficiados com liberdade provisória ou relaxamento da prisão. Outros 64 progrediram de regime.
Segundo o juíz baiano Ricardo Schmitt, que assumiu a coordenação dos trabalhos a convite do CNJ, outra frente de ação tem sido a inspeção das condições estruturais das delegacias de polícia e dos presídios, já tendo sido verificadas quatro delegacias, além do Presídio Feminino de Aracaju e Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico. Amanhã (30), será a vez do Presídio de Areia Branca.
A previsão é a de que, até 23 de outubro, o Mutirão Carcerário conclua a reavaliação de todos os 3,3 mil presos de Sergipe, dos quais 2,2 mil são provisórios e 1,1 mil condenados. Para isso, conta com uma equipe formada por oito juízes, oito assessores, 16 defensores públicos e cinco promotores de Justiça.