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O trabalho da Assessoria de Comunicação

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Os assessores de Comunicação Social do Poder Judiciário brasileiro estão reunidos neste momento em São Luís, no Maranhão, discutindo o trabalho que realizam nos Tribunais Superiores e no Conselho Nacional de Justiça, em Brasília, e nas demais unidades da federação, especialmente no que tange à imagem da Justiça no Brasil e na participação da comunicação institucional na melhoria da prestação dos serviços.

Um dos focos dos debates é a informação de que o CNJ deverá baixar uma resolução regulamentando o trabalho dessa comunicação institucional, contendo inclusive uma recomendação a cada Tribunal no sentido de que se estabeleça um orçamento mínimo para dotar as assessorias dos recursos que lhes permitam atuar dentro dos padrões que forem definidos.

Desde 2007, o CNJ tem estado atento ao que se faz nas Assessorias de Comunicação Social e tomado providências para evitar que o trabalho deste setor seja desvirtuado. Isto é, a assessoria não existe para divulgar o trabalho isolado de determinado setor, nem poderia existir para promoção pessoal.

Desta forma, jornais foram fechados ainda naquele ano porque o Conselho entendeu que estavam voltados para a promoção pessoal. A Bahia, um dos poucos Estados que publicam jornais, de início diariamente e posteriormente uma vez na semana, jamais foi interpelada ou sofreu qualquer tipo de observação; ao contrário, ao longo do tempo o noticiário aqui é produzido divulgado com destaque no portal do CNJ.

É preciso que se entenda a finalidade da Ascom. Ela não existe para publicar noticiário na mídia, ou, do outro lado da moeda, impedir a publicação. A relação com a imprensa convencional é apenas uma das tarefas da Comunicação Social. O seu objetivo é muito mais amplo e complexo. É o de cuidar da imagem do Judiciário como um todo, trabalhando para um público externo e para um público interno, dentro de um projeto de comunicação institucional que, no nosso caso, foi aprovado pela presidente da Corte, que aliás nos tem dispensado um honroso apoio, como ficou demonstrado na sessão plenária em que se discutiu o problema do Ipraj.

A Ascom tem uma proposta de reformulação completa dos seus quadros e de instalações e equipamentos que poderá ser atendida, no momento oportuno, nos estudos do regimento interno dos serviços auxiliares.

Mas, enquanto não é dotada dos meios ideais, a Ascom esforça-se para realizar o trabalho possível, contando com a dedicação e a competência do seu pessoal. É injusto e incabível tentar-se avaliar as ações da Comunicação Social pelo que os jornais e emissoras de rádio e TV divulgam. Ainda assim,e mesmo não sendo o nosso único objetivo, a mídia baiana jamais deu tanto espaço positivo ao Tribunal de Justiça quanto nos últimos quatro anos. São páginas e páginas de jornais sobre nossos projetos de informática, os Balcões de Justiça e Cidadania, Ouvidoria e outros serviços.

Nos últimos anos, nunca o Tribunal contou com o apoio que tem hoje no tocante ao rádio, com horários fixos e disponibilizados em pelo menos três emissoras de Salvador. Jamais a Ouvidoria ocupou o espaço que ocupa hoje no rádio. Isto é trabalho, iniciativa, da Ascom. Os magistrados baianos têm hoje à disposição, para publicar seus feitos, um jornal semanal, um portal na Internet, dois boletins eletrônicos diários, um núcleo de rádio, que produz noticiário em áudio e programas especiais para 28 emissoras no interior do Estado.

A Ascom não se preocupa em registrar centimetragem de material publicado sobre o Tribunal, nem do espaço e do tempo ocupados em rádio e TV. Um levantamento aligeirado, no entanto, nos indica que de janeiro a agosto de 2009 o site www.tjba.jus.br publicou 1.540 matérias, com a média mensal de 192 notícias, acessadas por 660 mil pessoas/mês, ou 22 mil por dia.

Os boletins eletrônicos TJ Notícias e TJ News foram publicados, respectivamente, 331 vezes para o público interno e 548 vezes para uma clientela de 12 mil assinantes. Todo esse material é distribuído pelo mailing para 98 repórteres e editores de jornais, rádio, TV, sites e blogs, em cerca de 35 veículos de comunicação, na Bahia e em outros Estados. O Núcleo de Rádio produz dois boletins diários, em áudio, com dez matérias cada, o que soma 440 matérias/mês.

Especificamente sobre a informatização, a Ascom publicou no site 64 matérias de janeiro a agosto e outras 42 no boletim eletrônico TJ Notícias, no mesmo período. Recentemente, um jornal local publicou uma série de reportagens e o jornal interno do Tribunal vem publicando a série “Especial Informatização”, na sua terceira edição que circula amanhã (sábado).

Ao lado do relacionamento com jornalistas e diretores de empresas de comunicação, com os quais o Tribunal tem fechado acordos operacionais para coberturas especiais, a exemplo das semanas nacionais de conciliação, assim como de parcerias para lançar campanhas publicitárias sem ônus, iguais à que está no ar sobre o DAJ Eletrônico, o trabalho de produção de noticiário é a pequena contribuição da Assessoria de Comunicação Social na luta pela melhoria da imagem da Justiça na Bahia.

Carlos Navarro Filho
Assessor de Comunicação Social do TJ-BA

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