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A postura do novo profissional de Direito e a busca do conhecimento dentro de uma visão interdisciplinar em contraposição ao raciocínio dialético são os pontos principais da palestra que o juiz e professor Roberto Bacellar realiza, agora de manhã, no auditório do Tribunal de Justiça, abrindo as atividades para a sexta turma do Curso de Aperfeiçoamento em Técnicas de Mediação, que prossegue até sexta-feira.
Ao apresentar o palestrante e abrir o curso, a presidente Sílvia Zarif reiterou a importância de “mudar o conceito arraigado do positivismo jurídico, que impõe a supremacia da norma sobre o desejo do consenso, tarefa não muito fácil”.
Na oportunidade, ela falou da satisfação da população de baixa renda com o projeto dos Balcões de Justiça e Cidadania, informando que pesquisas realizadas revelam que quanto mais as partes participam do processo, com a mediação, mais satisfeitas se sentem.
Pouco antes de iniciar sua palestra para um público formado por magistrados, advogados, servidores, estudantes e estagiários de Direito, o professor Roberto Bacellar elogiou a atuação do TJ baiano no contexto nacional, citando o projeto de criação dos Conselhos Municipais de Justiça, previsto para setembro próximo, e o investimento na formação de juízes, com mais de 100 capacitados na capital e no interior em técnicas de mediação. “Isso é um ganho considerável para o País”, disse.
A palestra do professor Roberto Bacellar está prevista para terminar às 11 horas. À tarde, das 14 às 18 horas, será iniciado o Curso de Aperfeiçoamento em Técnicas de Mediação, com o professor André Gomma. De amanhã até sexta-feira, o curso será ministrado na Amab, em Nazaré, das 9 às 18 horas.
O juiz Roberto Bacellar é instrutor em técnicas de conciliação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), presidente da Comissão Nacional da AMB de Acompanhamento de Mediação e Arbitragem no Brasil e exerce atualmente cargo de diretor-geral da Escola da Magistratura do Paraná (Emap).