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Os integrantes da Comissão Ambiental do Judiciário conheceram hoje a experiência-piloto da Embasa no uso racional e conservação de água em prédios públicos, apresentada pelo engenheiro especializado em Gestão Ambiental, Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental Luiz Carlos Alcântara Santo, que permitiu em um ano a redução de 39% do consumo per capita de água na sede administrativa do órgão, no CAB, e a queda contínua do gasto mês a mês.
O projeto inclui planejamento inicial, auditoria, diagnóstico do consumo de água da edificação e melhorias técnicas e comportamentais. Ao final vêm os cálculos dos indicadores diários de consumo e da economia.
A coordenadora de Inovação Tecnológica para Saneamento da Sedur, Dora Abreu, também participou do encontro e ressaltou a importância das campanhas educativas no processo de implantação do projeto. Segundo ela, só em tomar conhecimento sobre o quanto se consome, as pessoas já começam a se conscientizar da necessidade de poupar os recursos hídricos.
Ao final da palestra, o juiz Augusto de Lima Bispo, presidente da Comissão Ambiental, comprometeu-se em avaliar mais detalhadamente a questão e aproveitou a ocasião para informar que a presidente Sílvia Zarif já aprovou as metas e ações da Comissão, autorizando a implementação.
Na reunião de hoje também foi aprovado o layout dos cartazes para a campanha educativa e ficou decidida a expedição de ofício para que o Ipraj adquira cestas de acondicionamento de papel usado e contrate uma empresa para descontaminação, descarte e destinação das lâmpadas fluorescentes, mistas, compactas, vapor sódio e vapor de mércurio “in company”. A iniciativa objetiva a implantação do Reaproveitamento dos Resíduos Sólidos, do programa Ambiente Legal.
A próxima reunião da Comissão Ambiental será no dia 18, às 9 horas.
Manutenção preventiva
Luiz Carlos Alcântara Santos alertou que, no projeto de uso racional e conservação de água em prédios públicos, antes da decisão para implementação de qualquer medida que envolva substituição de equipamentos ou utilização de fontes alternativas, deve ser planejada uma manutenção preventiva e periódica, que garanta a estanqueidade dos sistemas hidráulicos interno e externo da edificação.
Também deve haver, segundo ele, o acompanhamento e o controle diário do consumo de água, a partir de sistemas de informação precisos, com ferramentas para geração de gráficos e relatórios, e a execução periódica de campanhas de sensibilização dos usuários da edificação, que viabilizem mudanças comportamentais.