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A Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça realizou na manhã de hoje o segundo dia de atividades da Semana do Juiz na Escola, na instituição de ensino estadual Professor Nogueira Passos, na rua das Rosas, na Pituba.
A iniciativa integra o projeto Justiça na Escola, do Conselho Nacional de Justiça, que estabeleceu o período de 18 a 22 de outubro, no do mês das crianças, para que os magistrados realizem atividades culturais e educativas junto aos estudantes.
O objetivo é discutir questões presentes no cotidiano dos jovens, como a violência, o uso de drogas e os direitos das crianças e adolescentes.
Em Salvador, foi escolhida a escola professor Nogueira Passos para a realização das atividades, que também estão sendo realizadas em centros de ensino de todo o Estado por juízes das Varas de Infância e Juventude.
Os alunos assistiram a um vídeo preparado pela Coordenação do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância e da Juventude do Ministério Público da Bahia sobre o bullying, com o objetivo de alertar para a ocorrência desta forma de violência e esclarecer sobre como lidar com ela. Em seguida, os alunos discutiram em grupos o conteúdo do filme.
Houve também a apresentação do grupo Estrelas Musicais, uma orquestra de câmara formada por crianças e adolescentes oriundos de famílias de baixa renda, que estudam música com do Maestro Lucho Ibarra.
Encerrando o evento, o psicólogo Jorge Filipe Alves Henriques, que tem experiência no tratamento de usuários de substâncias psicoativas, falou sobre o problema e suas consequências sociais.
Direitos – No primeiro dia das atividades na escola Professor Nogueira Passos, na terça-feira à noite, o coordenador da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça, juiz-corregedor Cláudio Daltro, falou sobre a prioridade dada pela Constituição brasileira aos direitos da criança e do adolescente, e do princípio da proteção integral a esses Direitos, estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. O magistrado explicou também as atribuições da Coordenadoria da Infância e Juventude.
Em seguida, os adolescentes do abrigo da Instituição Cristã de Amparo ao Jovem (Icaj) encenaram uma peça sobre o assunto, mostrando a realidade dos adolescentes que vivem nas ruas.
Texto: Marcos Fontoura / Foto: Nei Pinto