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A palestra em rede, sobre a importância da paz nas famílias, realizada por 45 juízes baianos nesta quarta-feira (13), movimentou comarcas de entrância inicial, aquelas unidades de menor porte dentro da organização judiciária.
São também as comarcas onde mora a maioria dos cidadãos baianos com menor chance de obter informação sobre a legislação de proteção à mulher vítima de violência, devido às dificuldades atribuídas à falta de estrutura refletida na baixa escolaridade.
O juiz da comarca de Jacaraci, no Sudoeste, Teomar Almeida de Oliveira, reuniu homens e mulheres no município de Mortugaba para ministrar a palestra. Na mesma região, em Caculé, o juiz Antonio Carlos do Espirito Santo Filho levou conhecimento aos cidadãos.
Em Teofilândia, a 172 quilômetros de Salvador, o juiz Marco Macedo destacou a aproximação do Judiciário da comunidade. O encontro contou com vereadores, secretários de educação e ação social de municípios da região, delegado, comandante da Polícia Militar, professores e estudantes.
Patriarcalismo
Já em Una, no Sul do Estado, a palestra do juiz Maurício Barra, em parceria com a promotora de Justiça, Alícia Violeta, atraiu a comunidade, representada por jovens estudantes e integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo.
Homens do efetivo da Polícia Militar tiraram dúvidas de como agir nos casos de violência. O juiz sugeriu a criação de Conselho de Defesa dos Direitos da Mulher, e o projeto foi bem recebido pelas autoridades locais.
O interesse dos estudantes chamou a atenção dos diretores das escolas, que solicitaram ao juiz Maurício Barra a realização de outras palestras com o mesmo tema em todas as unidades das redes municipal e estadual.
Em São Francisco do Conde, no Recôncavo, o juiz Fábio Cordeiro falou para cerca de 100 jovens estudantes. O magistrado esteve acompanhado da pedagoga Tânia Amorim e da promotora de Santo Amaro, Cleide Reis.
A representante do Ministério Público começou falando sobre o patriarcalismo, como se chama a dominação dos homens sobre as mulheres na sociedade contemporânea, um fenômeno histórico que vem desde a Antiguidade e causa muita violência e injustiça.
No encontro realizado na Câmara dos Vereadores, a pedagoga Tânia Amorim falou sobre as diversas formas de violência contra a mulher e o juiz Fábio Cordeiro abordou o tema da lei e os mecanismos de proteção.
A juíza Maria Claudia Salles, de Santo Antonio de Jesus, esteve acompanhada de uma assistente social, além de representantes do Centro de Referência Atualizada de Assistência Social (Creas), órgão do governo federal.
O encontro em Santo Antonio durou cerca de duas horas e incluiu também um representante da Defensoria Pública, do Conselho da Mulher e de uma professora especialista em questões de gênero. “O resultado foi muito positivo para a comunidade e quando acabamos, o pessoal ainda queria mais”, disse a juíza.
Texto: Ascom TJBA / Fotos: Divulgação