Monique de Melo Lima, 18 anos, estava ansiosa para começar o primeiro emprego, conquistado graças ao programa do Poder Judiciário, de Inclusão de Pessoas com Deficiência Física, criado em 2010 pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, em parceria com a Associação Baiana de Deficientes Físicos (Abadef). O objetivo é dar oportunidades de trabalho às pessoas com deficiência física.
“Quando soube do programa, senti que não estava desamparada. Os deficientes físicos são capazes de evoluir e alcançar voos altos como qualquer pessoa. Por isso, esse projeto é tão importante”, afirma, emocionada, Monique.
Ela e outras 72 pessoas, portadoras de deficiência física, já estão designadas para trabalhar em unidades do Fórum Ruy Barbosa, Fórum Criminal, Tribunal de Justiça e Anexo.
Todos participaram na última quinta-feira (15/9) de uma reunião no Tribunal, para conhecer as atividades que irão desenvolver.
“Muitas vezes, as pessoas que têm limitações se acham menos capazes, e esses projetos vão mostrar que elas podem ser úteis e exercer funções da mesma forma das que não têm deficiência”, diz Geyson Gonçalves, 41 anos, outro contratado.
Esse é o segundo grupo contratado pelo programa. Em 2010, 26 pessoas foram contempladas.
“Diante do bom resultado, percebendo que essas pessoas chegam com muita vontade de trabalhar, decidimos ampliar o número de contratações”, afirmou Claudinei Pereira, diretor de Recursos Humanos do Tribunal e coordenador do programa de Inclusão. Segundo ele, a expectativa é que, até o final do ano, o programa possa completar o número de 150 pessoas contratadas.
Texto: Talyta Almeida