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Semana de Conciliação busca a paz social

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Ao abrir a 3ª Semana Nacional de Conciliação, na manhã de hoje, no Fórum Ruy Barbosa, a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Sílvia Zarif, enfatizou que a cultura do acordo é a saída para a Justiça brasileira e, especialmente, a baiana, porque conciliar é rápido, informal e barato.

A redução de despesas e a celeridade na tramitação seriam a fórmula, disse a desembargadora, de enfrentar o acúmulo de processos e de melhorar a qualidade dos serviços que a Justiça presta à sociedade. Cada processo que tramita no Judiciário significa, em média, nove mil atos cartorários, ocupando pessoal, gastando material e provocando estresse entre as partes.

Ela citou o exemplo do Núcleo de Conciliação, que funciona nas Varas de Família de Salvador, no qual a média de acordos é de 83%. Isto significa que de cada cem processos apenas 17 continuam tramitando.

Após a rápida cerimônia, realizada no átrio do Fórum, a presidente percorreu Varas Cíveis e de Família, nas quais acompanhou por alguns momentos as audiências de conciliação que estavam sendo realizadas.

Deteve-se mais tempo justamente no Núcleo de Conciliação, no 5º andar, onde conversou com as partes que se encontravam no Projeto Sala de Espera, frisando que é preciso “espíritos desarmados, pois, quando se vai decidir a vida da família, nem sempre ganha quem a sentença favoreceu”.

A expectativa, segundo o juiz Augusto Lima Bispo, da Comissão de Conciliação, é realizar até sexta-feira de 25 a 30 mil acordos nas 240 comarcas que estão conciliando na Bahia. No Núcleo de Conciliação, por exemplo, estavam agendadas, somente para hoje, 167 audiências das 8 às 12:40h e das 13 às 17:30h.

Promovida pelo CNJ, a Semana Nacional de Conciliação acontece de hoje até sexta-feira em todo o País. O objetivo é ampliar o número de acordos e reduzir as demandas nas justiças estaduais, federais e do Trabalho.

Participaram da cerimônia a 1ª vice-presidente do TJ, Lealdina Torreão, o 2º vice-presidente, Jerônimo dos Santos, a presidente da Comissão de Conciliação, desembargadora Ivete Caldas, e a juíza Patrícia Cerqueira, assessora especial da Presidência, magistrados e servidores.

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