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A Comarca de Wanderley promove sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 13 às 18 horas, palestras e oficinas abordando o tema "O Portador de necessidades especiais: um cidadão que a sociedade precisa conhecer”, mostrando a Lei Federal 10.436/02, que oficializou a Língua Brasileira de Sinais (Libras), e o Decreto 5.626/05, que a incluiu como disciplina curricular e trata da formação de professor, instrutor, tradutor e intérprete.
A juíza Carmelita Arruda de Miranda (foto) explicou que apesar das duas legislações, a informação dos educadores, autoridades e da comunidade acerca da educação, desenvolvimento e potencialidades do deficiente auditivo no País é quase inexistente.
O objetivo é levar à população de Wanderley, e de cidades vizinhas, o conhecimento e noções dos direitos e deveres desses cidadãos, especialmente no interior do País, onde o acesso a informações é limitado.
Nas pequenas comunidades, destaca a magistrada, a situação do deficiente auditivo é de total exclusão e segregação, “por reinar, ainda, o entendimento de que a surdez tem liame com anomalia psíquica, o que é um raciocínio totalmente inadequado e há muito ultrapassado”.