Nos quatro primeiros dias da Semana Nacional do Júri na Bahia, as comarcas que designaram sessões realizaram 232 julgamentos, e outros 65 deixaram de ser efetuados em razão de motivos diversos, como a ausência de promotores de Justiça, renúncia e ausência de advogados, pedidos de adiamento e notícia de morte do réu.
Os juízes do interior enviaram novas informações, elevando o número de sessões programadas para a Semana. Estavam previstas 410 sessões em todo o estado.
Conforme os relatórios enviados à juíza Jacqueline Campos, gestora das Metas da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp) na Bahia, os números até o final da tarde desta sexta-feira somam 103 condenações; 84 absolvições; 27 desclassificações; 18 outras situações.
Dos 65 Júris não realizados, 25 foram por falta de promotor de Justiça, 13 por ausência de Advogado, 9 por renúncia de advogado, além de outros motivos. Os números finais serão divulgados na próxima semana.
Nova Soure
Ao realizar quatro júris, com três condenações, a Comarca de Nova Soure fortaleceu as chances de voltar a conquistar o Selo Bronze, concedido às equipes de melhor desempenho na Semana Nacional do Júri.
O juiz Cícero Dantas Bisneto presidiu os júris que movimentaram a cidade. O principal deles condenou três acusados do homicídio de uma jovem, a mando de um traficante, que queria vingança por atraso de pagamento pelo fornecimento da droga conhecida por ‘crack’.
O homicídio foi triplamente qualificado, pois teve o emprego de meio cruel e impossibilitou a defesa da vítima, além de motivo torpe. Dois dos condenados foram sentenciados a 16 anos de detenção em regime fechado e um terceiro vai passar 19 anos na penitenciária.
Eles também deviam ao traficante e para livrar-se da dívida, aceitaram matar a jovem de 28 anos com pedradas depois de atraírem a vítima, oferecendo crack. Já o traficante não foi a júri porque foi assassinado na cadeia.
Texto: Ascom TJBA