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Os servidores do 1º Juizado Especial Cível de Causas Comuns, em Piatã, estão mobilizados para a Semana Nacional de Conciliação, iniciada nesta segunda-feira, (21/11) na Bahia, e que prossegue até o dia 2 de dezembro.
A motivação é tanta, que a unidade vai contar com um “conciliômetro” na recepção, a partir de amanhã (22), atualizando o número de acordos realizados diariamente, além da exibição de vídeos sobre o assunto para estimular a pessoas envolvidas nos processos a fecharem acordos.
“Esperamos que a Semana seja um sucesso. Muitos colegas se prontificaram a trabalhar mesmo fora do expediente e essa é uma oportunidade de o cidadão ver a Justiça na prática”, afirma o conciliador Robson Braga.
Uma equipe de 16 pessoas está envolvida diretamente nos trabalhos no turno matutino em Piatã. Mas Lisandra Guimarães, assessora da juíza titular Maria Virgínia Andrade Cruz, ressalta que “todos do Juizado estão mobilizados e, sempre que possível, ajudam”.
De acordo com a assessora, a expectativa é que, dos 278 processos selecionados pelo Juizado, 80% tenham resultado positivo. “E não colocamos todos na equipe, pois a unidade segue com o fluxo normal de trabalho”, ressalva.
“O índice de acordo já é bom e, com a Semana de Conciliação, isso tende a melhorar”, ratificou o conciliador Filipe Venâncio, que, no ano passado, participou como voluntário.
As partes também defenderam que a conciliação é o melhor caminho. “Tentar acordo é bom para os dois lados, cada um assume o erro e não sai com raiva do outro”, destacou o motorista Carlos Tosta, 59 anos, autor de um processo sobre dívidas de aluguel e condomínio.
O aposentado Carlos dos Santos, 64 anos, também concordou: “Conciliar é o melhor meio, pois evita desgastes”.
Cultura
A Semana Nacional de Conciliação, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tem o objetivo de estimular, em todos os tribunais do país, a cultura dessa prática na resolução de litígios.
Em 2010, a Bahia, que teve 62,3 mil processos inscritos, destacou-se como o Estado com maior quantidade de audiências realizadas e número de acordos homologados.
Neste ano, a expectativa é que os números superem os do ano anterior. Mais de 65 mil processos foram agendados em todas as comarcas baianas.
Texto: Talyta Almeida / Fotos: Nei Pinto