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Servidores participam de curso para se tornarem instrutores de conciliação

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Os servidores do Judiciário com experiência comprovada em técnicas de resolução de conflitos e em docência podem fazer um curso de 40 horas para se tornarem instrutores em conciliação e mediação.

A iniciativa, do Comitê Gestor do Movimento pela Conciliação, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), segue as determinações da Resolução 125, que estabeleceu normas e prazos para instalação de centros judiciários e núcleos de conciliação por parte dos Tribunais de Justiça.

O objetivo é expandir e  padronizar as técnicas nos tribunais brasileiros.

De acordo com o juiz Andre Gomma, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia e integrante do Comitê Gestor do Movimento pela Conciliação, a proposta pretende atender à ausência de instrutores de mediação com o enfoque público no país e poupar recursos dos tribunais na contratação de serviços externos.

Previsto para iniciar as atividades no mês de setembro, em Brasília, o Curso de Formação de Instrutores em Conciliação e Mediação terá duas turmas: a primeira dos dias 19 a 23, e a segunda, de 26 a 30.

A capacitação deve contemplar entre 20 e 48 profissionais, e as despesas com transporte e diária caberá aos tribunais.

A seleção será feita até 19 de agosto e seguirá os seguintes critérios: experiência em mediação, conciliação, docência, tempo de serviço público e participações em treinamentos sobre o tema. São exigidos mais de 50h de experiência em mediação de conflitos e, pelo menos, 32h em cursos sobre o tema.

Os interessados devem enviar o currículo até o dia 12 de agosto para conciliar@cnj.jus.br

Ensino –
Conforme a regulamentação do curso, os participantes deverão se comprometer a lecionar, pelo prazo de dois anos, ao menos cinco cursos  para formação de mediadores e conciliadores em seu tribunal de origem ou a convite de outros tribunais. 

O material pedagógico necessário para que os instrutores possam lecionar será fornecido pelo CNJ. Nele, estão incluídos arquivos em Power Point, vídeos exemplificativos, exercícios simulados, o manual de mediação e o conteúdo do curso.

Após a formação, os instrutores serão acompanhados pelo CNJ,  por intermédio do juiz André Gomma, que continuará “mobilizando a rede de instrutores e avaliando o impacto da iniciativa”.

Texto: Ascom, com informações do CNJ

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