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O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia deu mais um grande passo em favor do programa Começar de Novo. Foram firmadas, na tarde desta terça-feira (22/5), doze novas parcerias com empresas que vão atuar no sistema prisional, oferecendo trabalho e capacitação profissional para 647 apenados.
A parceria foi oficializada por meio de termos de cooperação técnica, através dos quais, as empresas, o Tribunal e a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP) trabalham em conjunto.
A solenidade ocorreu na Sala de Sessões II do Tribunal, e foi conduzida pelo presidente do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMFBahia), juiz Moacyr Pitta Lima.
Também estiveram presentes a juíza Andremara Santos, titular da Vara de Execuções Penais, o juiz auxiliar da Corregedoria do Tribunal, Abelardo Paulo da Matta Neto, e os servidores Jorge Trindade e Maria do Socorro Frerichs, todos integrantes do GMF. Representando o secretário Nestor Duarte, da SEAP, estavam a superintendente de ressocialização Alessandra Prado, e o Chefe de Gabinete, Carlos Sodré.
“Que essas parcerias funcionem da melhor forma possível, quantitativa e qualitativamente”, desejou o juiz Moacyr Pitta Lima, ao lembrar que o ato solene é só o início de uma longa caminhada. “Nossa função não se encerra aqui”, concluiu, garantindo o acompanhamento do GMF à todo o processo de reinserção.
Empresas
As novas parceiras – Conteflex do Nordeste; CBM Extintores; Valtubos; Drgress; Realce Industrialização; Idesb; Masgovi; Kyoto; Eletrovaz; Maranata Confecções; Construtora Volque; e Associação Jequeense de Piso – vão oportunizar vagas de emprego e cursos profissionalizantes para internos, apenados em regime semiaberto e egressos do sistema penitenciário baiano.
O contrato com a Conteflex do Nordeste – Indústria de Embalagens Flexíveis – vai disponibilizar 200 vagas para internos das unidades prisionais de Lauro de Freitas e Feira de Santana. O empresário Antônio César Alves de Oliveira considera ainda a possibilidade de absorver egressos nas fábricas localizadas fora das unidades. “Essa parceria é bom para o preso, que tem a chance de se reinserir na sociedade, e para a empresa, que supera as dificuldades de mão-de-obra”, explicou.
Representante da Realce Industrialização, que está oferecendo 50 vagas para o programa Começar de Novo, o empresário Tiago Motta também falou da importância do convênio, afirmando que “a oportunidade de emprego é um dos poucos caminhos para a ressocialização”.
Texto: Ascom / Fotos: Nei Pinto