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Tribunal de Justiça lança Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência Física

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O auditório do Tribunal de Justiça esteve em clima de festa na manhã desta sexta-feira (30/9), na solenidade de oficialização do Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência Física, projeto do TJBA em parceria com a Associação Baiana de Deficientes Físicos (Abadef).

“Esse programa é antes de tudo uma troca, o Tribunal ajudando, através da oportunidade de inclusão e eles, com a dedicação e trabalho, nos ajudam a prestar jurisdição”, afirmou a presidente Telma Britto, dando início ao evento.

Logo em seguida, a presidente Abadef, Maria Luiza Câmera, falou, emocionada, sobre a importância do evento para a história das pessoas com deficiência. 

Para ela, os que estão iniciando no programa não devem pensar que os obstáculos sociais enfrentados irão impedi-los de avançar.

“Que eles esqueçam tudo o que é barreira, abracem a vida em sua totalidade e não a deficiência, pois, só assim, nos tornamos pessoas incluídas no processo social de engrandecimento do país”, complementou.

O programa foi criado no ano de 2010 com um projeto-piloto que contou com a participação de 26 pessoas. Os resultados foram considerados satisfatórios e, agora, a iniciativa ganha um caráter oficial. Até o final de 2011, será um total de 150 deficientes físicos contratados.

Para Claudinei Pereira, diretor de Recursos Humanos do TJ e coordenador do programa de inclusão, “o projeto é importante para incluir as pessoas social e economicamente, além de tornar o atendimento mais humanizado”. Ele ainda ressaltou a capacidade e comprometimento dos participantes do programa.

Ilmara de Souza Santos, 27 anos, é uma delas. Ela já estagiou no Tribunal de Justiça e, no início de setembro, retornou pelo programa. Ela trabalha pela manhã no Tribunal e à tarde na Receita Federal, cursa o 2º semestre de Administração, mas sonha em estudar Direito.

“Comecei com ousadia, acho que esse programa mostra a capacidade dos portadores de deficiência para a sociedade, é maravilhosos voltar à casa que me acolheu muito bem. Tenho certeza de que este projeto irá crescer ainda mais”.

Na oportunidade, Ilmara e Monique de Melo Lima, 18 anos, falaram um pouco da vida que levam e das dificuldades que têm de enfrentar.

“A deficiência não nos faz desistir, o que nos faz desistir é deixar de sonhar. Nós, deficientes, somos capazes de alcançar o que desejamos”, incentivou Monique, que terminou há pouco o segundo grau no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia e conseguiu o primeiro emprego.

“O ditado diz que as pessoas enfrentam um leão por dia, mas nós deficientes temos que enfrentar vários” afirmou Ilmara ao contar que já saiu de seleções para emprego chorando por perceber o preconceito das pessoas, mesmo que de forma camuflada.

Durante a solenidade, houve ainda uma apresentação musical com a cantora Silvia Regina Martins, também deficiente física.

A responsável pela Coordenadoria de Provimento do Tribunal, Selenide da Silva, contou que trabalha com quatro deficientes no setor. “São pessoas interessadas, esforçadas. Não temos que ter sentimento de pena, pois elas são capazes. Devemos tratar com profissionalismo”.

Participaram do lançamento do programa a 1ª vice-presidente, desembargadora Maria José Sales Pereira; o chefe de gabinete da Secretaria de Administração do Estado da Bahia, Edelvido Góes, representando o secretário Manoel Vitório Filho; o secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Almiro Sena, representando o governador Jaques Wagner; a representante do Ministério Público, Silvana Almeida; o secretário de Ciência e Tecnologia, Paulo Câmera; e a diretora do Fórum de Justiça Federal – Seção Bahia, juíza Cynthia de Araújo Lima Lopes.

Texto: Talyta Almeida / Fotos: Nei Pinto

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