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Tributo à Lusofonia reúne traços culturais do Brasil e Portugal no Tribunal de Justiça

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Com o intuito de incentivar os laços culturais entre Portugal e a Bahia, o Tribunal de Justiça sediou na tarde desta segunda-feira (5/09) o Tributo Cultural à Lusofonia – Porto – Cultura e Tradições. A iniciativa recebeu o apoio do Centro Cultural do TJBA, coordenado pelo setor de Ação Social.

Aberto ao público, o evento teve como palestrantes o presidente da Associação Luso Brasileira de Jurista do Trabalho (Jutra) em Portugal, Amaro Jorge, e o diretor de Município da Presidência da Câmara Municipal do Porto, Manuel de Novaes Cabral.

Em seguida, foi exibido um vídeo sobre a doação do coração de D. Pedro I à cidade do Porto. O coral do Tribunal de Justiça e o grupo musical Tuna de Medicina da Universidade do Porto também fizeram apresentações.

O presidente do Jutra discursou sobre os Direitos de Personalidades do Código Civil e do Trabalho Portugueses, enfatizando que o trabalho sem limites reduz a qualidade de vida, o tempo para a família e lazer, e isso aumenta o nível de estresse de cada um.

“Eu espero que as pessoas saiam daqui conscientes do que são condições dignas de trabalho. Elas não podem ser consideradas meros fatores de produção e é preciso alertá-las que o trabalho não pode ferir a dignidade da pessoa humana”, explicou Amaro Jorge.

Já o diretor da Presidência da Câmara Municipal do Porto seguiu outra linha: ele quis explicitar a ligação entre o Brasil e Portugal através da relação de um brasileiro, o escritor Jorge Amado, e um português, o padre. Luís Gonzaga Cabral.

O Pe. Luís Cabral foi professor de Jorge Amado no Colégio Antônio Vieira. O jesuíta, percebendo o potencial daquele aluno, o incentivou à leitura e o influenciou na vida de escritor.

Manuel Cabral também contou a história de como o coração do primeiro imperador do Brasil foi parar na cidade de Porto. A sua explicação foi seguida por um vídeo.

Logo após, houve a apresentação do coral do Tribunal que cantou o Hino Nacional e músicas como “Aquarela”, “Esperando na Janela” e “Aiê N’totô Nilé”. Uma dos integrantes estava vestida com roupas típicas de baiana para fazer um intercâmbio entre as culturas.

As atividades se animaram no final da tarde, quando o coral português Tuna de Medicina se apresentou. Vestidos com túnicas pretas, os cantores tocaram simultaneamente diversos instrumentos, como violão, violino, sanfona, bandolim e acordeon.

Os tocadores de panderetas (pequenos pandeiros) fizeram acrobacias durante a apresentação e, ainda, houve coreografias com bandeiras, impressionando a plateia.

Ainda seguindo a programação, uma exposição de fotografias do “Porto do coração de Dom Pedro” também foi aberta nesta segunda-feira e ficará no Átrio do Tribunal de Justiça até a próxima sexta-feira, 9.

Amanhã, o Tributo continua no Pelourinho, das 19h às 23h. Na oportunidade, a Tuna de Medicina homenageará o cantor Luiz Caldas, presente no evento, e haverá um show do artista português António Zambujo.

O presidente da Jutra, Amaro Jorge, e o diretor de da Presidência da Câmara Municipal do Porto, Manuel de Novaes Cabral, também estarão presentes.

Texto: Fernanda Magalhães / Fotos: Ascom

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