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Tribunal de Justiça firma mais dois convênios para projeto Começar de Novo

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O Tribunal de Justiça da Bahia firmou, na manhã de hoje, dois convênios relativos ao Projeto Começar de Novo, do CNJ, voltado para reinserção de presos e egressos no mercado de trabalho, dessa vez para atuação na área de confecção industrial e em eventos esportivos.

O primeiro convênio foi firmado com uma empresa do ramo de confecção de roupas, a Gaiah, sediada no município de Paulo Afonso, no Norte do Estado, que abrirá 20 vagas para apenados. Inicialmente, o grupo passará por um treinamento com duração de 20 dias em máquinas de costura industrial e a previsão é que, após a atividade, os internos iniciem a execução dos trabalhos de costura e estamparia.

“Oferecer oportunidades para presos é também oferecer oportunidade para suas famílias, por isso, os retalhos provenientes das costuras feitas pelos internos serão utilizados pelos familiares para a confecção de colchas e cobertores, e todo o  valor arrecadado com a venda das peças será revertido para as famílias”, explicou a proprietária da Gaiah, Danucha Kowalski.

Para ela, também é importante agregar as oportunidades ao contexto da região onde o preso cumprir a pena. “A nossa região conta com duas grandes empresas na área de confecção que precisam de mão-de-obra e nós vamos ensinar uma atividade que traga oportunidades reais de trabalho quando ele sair do sistema carcerário”, explicou.

O outro convênio foi firmado com a Federação de Futebol não Profissional da Bahia, representada pelo presidente Givalnilson Muniz Pereira, que promoverá cursos para formação de árbitros de futebol não profissional e realizará campeonatos envolvendo os internos.

Segundo o secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da Bahia, Ivan Guimarães Bessa Junior, “quando empresas ou instituições oferecem oportunidades de trabalho, capacitação profissional e cursos para os internos, oferecem também a possibilidade de que esse preso possam desenvolver alguma atividade quando saírem dos presídios e das unidades carcerárias”. Nos convênios, a Secretaria de Justiça tem a função de selecionar os internos para as atividades.

O secretário destacou ainda que, além de resgatar a dignidade e o respeito dos internos, oportunidades como essas contribuem para a diminuição da pena dos internos e para que não haja reincidência, ou seja, o retorno desses presos ao sistema carcerário.

Para conhecer mais sobre o Projeto Começar de Novo acesse aqui.

Texto: Lorena Vasconcelos / Fotos: Flávio Novaes

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